Pedido para acessar "lista de funcionários" expõe desespero de Luan e Clécio para manter farra na Comurg
Documento apresentado por vereador na Câmara é visto como manobra para proteger apadrinhados de seu pai, o deputado Clécio Alves, que podem ser afetados por demissão.

O pedido de acesso à lista de nomes de servidores e funcionários demitidos da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), feito na semana passada pelo vereador de primeira viagem, Luan Alves (Republicanos), juntamente com o pai, o deputado Clécio Alves (Republicanos), na verdade, é um pretexto com objetivo de proteger e tentar evitar a demissão de seus apadrinhados.
A "iniciativa" do vereador acontece justamente enquanto a empresa passa por uma reorganização e ajustes após a gestão do ex-prefeito Rogério Cruz, onde há uma enxurrada de denúncias, entre eles funcionários fantasmas, supersalários, entre outros, que seguem em investigação.
No documento apresentado em Plenário, o vereador solicita dados detalhados sobre os servidores comissionados da companhia, incluindo funções, cargos, remunerações e lotações.
A solicitação, no entanto, surge em um momento suspeito e levanta questionamentos sobre suas reais motivações.
A Comurg tem sido alvo de intensas discussões sobre a necessidade de enxugamento da folha de pagamento e a demissão de servidores comissionados, muitos dos quais são indicações políticas. O pedido de Luan Alves, curiosamente, foca justamente nesses servidores.
A ligação entre Luan Alves e o deputado estadual Clécio Alves adiciona mais lenha na fogueira.
No ano passado, o portal G5News divulgou um vídeo em que Clécio Alves aparece, supostamente, ameaçando servidores da companhia caso não trabalhassem pela reeleição do então prefeito Rogério Cruz (SD).
A relação entre os políticos e o histórico de Clécio com a Comurg sugerem que o requerimento de Luan Alves pode ser uma manobra para proteger apadrinhados do deputado, que poderiam ser afetados por um eventual processo de demissão, para desestabilizar a nova gestão com o objetivo de tentar realocar os já demitidos.
Transparência seletiva?
O discurso de "transparência" e "acompanhamento das atividades da Companhia" utilizado por Luan Alves em seu requerimento soa contraditório diante do contexto. Se a preocupação fosse realmente com a eficiência administrativa, por que focar apenas nos servidores comissionados? Porque não solicitar informações sobre todos os servidores.
A insistência em dados detalhados e em formato de planilha, como solicitado, também levanta suspeitas. Seria uma forma de identificar rapidamente os apadrinhados e mapear possíveis alvos de demissão?













