Para ser governador, Wilder pode entregar Senado ao grupo que bolsonaristas acusam de ligação com o PT

A novela do “aval que não existiu” ganhou mais um capítulo dentro do PL. Agora foi a vez de Izaura Cardoso sair em defesa pública de Wilder Morais, mesmo após lideranças do próprio partido desmentirem que Jair Bolsonaro tenha liberado a candidatura ao Governo de Goiás.
“Izaura publicou que Bolsonaro fez a escolha certa”, exaltando coragem e coerência do senador. Só tem um detalhe que ninguém ignora nos bastidores: ela é a primeira suplente.
Se Wilder disputar o Governo, quem assume o Senado é ela, esposa do senador Vanderlan Cardoso (PSD) qual bolsonaristas acusaram na campanha eleitora de 2024 ter ligação direta com o PT.
E não para por aí. Sem o PL na chapa do vice-governador Daniel Vilela (MDB), abre-se um novo tabuleiro. Corre nos bastidores que o sonho seguinte seria emplacar o marido como candidato ao Senado no grupo majoritário — cenário considerado improvável por lideranças que já fecharam posição pela estratégia nacional do partido.
Enquanto a cúpula do PL reforça que a prioridade é garantir maioria no Senado e fortalecer o projeto bolsonarista, a movimentação local vai em sentido oposto.
Gayer e Magda já haviam desmentido o suposto aval presidencial. A entrada de Izaura no embate escancara que a disputa deixou de ser apenas ideológica.
É matemática política.
Se Wilder sobe para o Governo, alguém sobe para o Senado.
E em política, coincidência quase nunca é coincidência.













