Flávio diz que colar sua imagem à de Trump não é bom

Flávio Bolsonaro resolveu posar de estrategista eleitoral e disse que ter Donald Trump “colado” à sua imagem não seria bom para sua pré-candidatura. A frase soa curiosa vinda de alguém que fala como se tivesse uma reputação imaculada — logo ele, eternamente associado ao caso das rachadinhas. Moral elevada, segundo o próprio.
Mais curioso ainda é o súbito distanciamento do trumpismo. A família Bolsonaro passou anos idolatrando Trump como salvador do Ocidente. Bastou o ex-presidente americano ensaiar civilidade com Lula para virar problema de imagem. Trump deixou de ser mito e virou risco eleitoral.
Flávio também tentou minimizar o papel do irmão Eduardo nas articulações nos EUA, como se o “autoexílio” fosse turismo político. No fim, sobra um Bolsonaro desconfortável: sem Trump, sem sanção, sem narrativa e tentando convencer o público de que sua imagem… ainda existe.












