Facção “evangélica” se torna a terceira maior força do crime no Brasil

No Brasil, já existe uma facção “evangélica” em plena expansão: o Terceiro Comando Puro (TCP), grupo que mistura tráfico, discurso religioso e estratégias de dominação territorial. Enquanto a polícia derruba símbolos como a enorme estrela de Davi arrancada de uma caixa d’água no Rio de Janeiro, a facção cresce silenciosamente e se consolida como terceira força do crime organizado, atrás apenas de CV (Comando Vermelho) e PCC (Primeiro Comando da Capital).
A estrela que identificava o chamado Complexo de Israel — área controlada pelo TCP na Zona Norte — caiu, mas o poder do grupo não. O chefe do tráfico, Álvaro “Peixão”, segue solto e influente, mesmo após ter seu “resort” ilegal demolido durante a operação do dia 11 de março.
Segundo a Abin, o TCP rompeu as fronteiras do Rio e já alcançou nove estados. No Ceará, a facção espalha sua marca religiosa: estrelas de Davi em muros e frases como “Jesus é dono do lugar”. Há relatos de fechamento de terreiros de umbanda sob ameaça.
O TCP também já está presente nos estados de Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Amapá, Acre, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, conforme o levantamento feito pela Abin.












