Entenda por que deputada do Entorno apoia Zé Mário para vice de Daniel
A resposta de Lêda Borges, dada durante um evento em Anápolis, é um soco no estômago dos políticos tradicionais que, após serem eleitos, esquecem quem os colocou no cargo.

O anúncio de que a deputada federal Lêda Borges (Republicanos), parlamentar que era de oposição ao governo Caiado, quer o presidente da Faeg (Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás), José Mário Schreiner, como vice na chapa de Daniel Vilela (MDB) chamou atenção nos bastidores políticos.
A resposta de Lêda, dada durante um evento em Anápolis, é um soco no estômago dos políticos tradicionais que, após serem eleitos, esquecem quem os colocou no cargo.
A deputada foi enfática ao justificar sua escolha. Segundo Lêda, o problema de muitos políticos é que, quando perdem o mandato ou o cargo, eles desaparecem do mapa e esquecem quem os ajudou a chegar lá. Com José Mário, presidente da Faeg, a história seria diferente.
"Apesar de não ter mandato atualmente, ele não esqueceu dos municípios goianos e tem trabalhado por eles", disparou a deputada.
Para Lêda, a lealdade de José Mário ao interior do estado pesa mais do que qualquer cadeira legislativa. A prova disso foi a entrega de máquinas e equipamentos para cidades goianas — equipamentos que chegaram agora, mas que são fruto de emenda parlamentar que ele articulou ainda em 2019.
O recado aos caciques
Ao exaltar esse perfil "mão na massa", Lêda Borges dá um recado claro: para ela, a vice de Daniel Vilela não pode ser um nome apenas para enfeitar a chapa ou ganhar holofote, mas alguém que tenha serviços prestados na ponta da linha.
Com essa escolha, a deputada, que rompeu de vez com Marconi Perillo (PSDB) e hoje segue na base de Ronaldo Caiado (PSD), tenta emplacar um nome que, embora sem mandato, tem o que ela considera o maior ativo político atual: a confiança dos prefeitos que foram socorridos pelas ações de José Mário lá atrás.












