Combustível e dirigentes viram dor de cabeça e PSD terá que devolver R$ 122 mil
Na lista de responsáveis aparecem nomes conhecidos do partido: o ex-deputado Vilmar da Silva Rocha, Laércio Peixoto Ferrante e Lucas Pinheiro Brandão Calil.

A Justiça Eleitoral apertou o cerco contra o PSD de Goiás. O partido entrou oficialmente na fase de cumprimento de condenação e terá que devolver R$ 122.670,19 ao Tesouro Nacional por uso irregular de dinheiro público. A cobrança é movida pela União Federal e já tramita no TRE-GO, depois que o TSE barrou todas as tentativas de recurso.
Na lista de responsáveis aparecem nomes conhecidos do partido: o ex-deputado Vilmar da Silva Rocha, Laércio Peixoto Ferrante e Lucas Pinheiro Brandão Calil. A decisão foi relatada pela ministra Isabel Gallotti, que manteve o entendimento do TRE: houve erro no uso de recursos do Fundo Partidário no exercício financeiro de 2020, quando a sigla era comandada por Vilmar.
O problema principal foi gasto com combustível sem identificação dos veículos e pagamento a dirigentes partidários sem regras claras. Só em combustível irregular foram R$ 25,2 mil. Já os pagamentos a dirigentes, incluindo Laércio Peixoto Ferrante e José Dagoberto de Menezes Vidal, somaram R$ 77,1 mil, com valores pagos acima do que estava em contrato.
O partido até tentou argumentar, mas a Justiça foi direta: contrato sozinho não prova serviço prestado. Sem transparência, vira irregularidade. Agora, o caso sai do discurso jurídico e entra no caixa. Se não pagar, a cobrança avança.












