A provocação de Caiado ao deixar o governo de Goiás: "Você acreditava?"

No momento em que encerra seu ciclo à frente do Palácio das Esmeraldas, o agora ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) adotou um tom de desafio e reafirmação de sua estatura política, nesta terça (31). Ao ser questionado sobre seus próximos passos rumo ao Planalto, Caiado inverteu o papel e lançou uma pergunta provocativa a um jornalista: "Antes de responder a sua pergunta, eu quero lhe perguntar: você acreditava que eu ia sair candidato a presidente?".
A fala resume o sentimento de quem superou o ceticismo de setores da política nacional que, segundo ele, subestimavam o potencial de um candidato oriundo de um estado com 7 milhões de habitantes (e cerca de 4,5 milhões de eleitores). "Muita gente dizia que Goiás é um estado pequeno, que não pode ter candidato, que não pode ser uma referência", pontuou.
Caiado fez questão de separar sua ambição pessoal de sua história pública, destacando que sua candidatura não é um "projeto de gabinete", mas fruto de uma vida inteira dedicada ao voto popular.
"Eu nunca na minha vida fui nomeado a nenhum cargo político, tudo na minha vida foi concurso público [eleições]", afirmou, reforçando que os goianos têm o direito de aspirar ao comando do Brasil.
Para sustentar a viabilidade de sua jornada, o ex-governador destacou o peso de sua atual legenda.
Primeiro citou a força do PSD, que hoje o partido com o maior número de prefeituras no país. Em segundo, falou sobre a capilaridade ao comentar que a sigla conta com governadores de estados estratégicos, além de bancadas robustas na Câmara e no Senado.
Por último destacou a competitividade. Caiado vê o partido como uma "musculatura política nacional" capaz de enfrentar qualquer adversário.
Para o líder goiano, o maior desafio já ficou para trás: posicionar-se como o nome de consenso em um partido de massa.
"Eu já atravessei a primeira etapa, o primeiro grande desafio que era se posicionar como pré-candidato de um partido que é forte e competitivo", concluiu.
Agora, fora do cargo e tendo passado a faixa para Daniel Vilela (MDB), Caiado inicia uma maratona nacional para provar que a "referência" administrativa de Goiás pode ser o modelo para o país.














