Amapá tem cidade mais violentas do Brasil
A capital Macapá também figura na lista das dez cidades mais perigosas.

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2024 revelou um dado alarmante: Santana, no Amapá, registrou um aumento de 88,2% nas mortes violentas entre 2022 e 2023, tornando-se a cidade mais violenta do país. A capital Macapá também figura na lista das dez cidades mais perigosas.
O ranking completo das cidades mais violentas é:
Santana (AP)
Camaçari (BA)
Jequié (BA)
Sorriso (MT)
Simões Filho (BA)
Feira de Santana (BA)
Juazeiro (BA)
Maranguape (CE)
Macapá (AP)
Eunápolis (BA)
O Amapá, estado ao qual pertence Santana, apresenta a maior taxa de mortes por 100 mil habitantes, com 69,9%. Segundo Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a violência na região é impulsionada por conflitos entre facções criminosas, disputas pelo controle do narcotráfico e uma política de confronto adotada pelas forças policiais.
"Existe um padrão de violência muito elevado hoje no Amapá e na Bahia que decorre dessas disputas do crime organizado, de conflitos de grupos, que um se alia a PCC, o outro ao Comando Vermelho, aí tem algum tipo de dissidência no crime organizado", explica Bueno.
Em Santana, o aumento expressivo de 88% nas mortes violentas em 2023 foi atribuído a uma disputa entre facções locais, uma ligada ao Comando Vermelho e outra ao PCC. A escalada da violência teria sido desencadeada pelo assassinato de uma liderança criminosa em outubro de 2022.
A diretora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública destaca que a violência se intensifica devido às disputas pelo controle das drogas e à opção política de algumas polícias de responder ao crime com mais violência.
"No ano passado estourou, tanto que nesse ano Santana conseguiu reduzir, media. Então, por um lado, quando a gente olha isso, essas disputas do narcotráfico geram muita violência, mas Amapá e Bahia, que são justamente os estados mais violentos nesse sentido, são estados em que você tem uma opção política da polícia de produzir violência para enfrentar o crime", acrescentou.
A situação em Santana e no Amapá como um todo exige atenção e medidas urgentes para conter a escalada da violência e garantir a segurança da população.







